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Asacol (Mesalamine)

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Asacol (mesalazina) é um medicamento utilizado para tratar a colite ulcerosa, uma inflamação do intestino grosso. Ajuda a reduzir os sintomas como diarreia e sangue nas fezes, promovendo o controlo da doença e ajudando a prevenir recaídas. Pode ser tomado por via oral, conforme indicação do seu médico. Siga rigorosamente a dose e o esquema. Informe o seu profissional de saúde sobre outras medicações e eventuais alergias.

Asacol (Mesalazina) – Descrição completa do medicamento

Asacol é um medicamento à base de mesalazina (também conhecida como ácido 5-aminossalicílico), utilizado no tratamento de doenças inflamatórias do intestino, sobretudo retocolite ulcerosa. A formulação do Asacol é concebida para libertar o princípio ativo no intestino, aumentando a eficácia local e reduzindo, em parte, a exposição sistémica.

Este texto foi preparado para ser claro e útil para doentes e cuidadores. Não substitui a avaliação de um profissional de saúde, mas ajuda a compreender como funciona, quando costuma ser usado e quais os principais cuidados.


Informação básica do produto

Categoria Detalhes
Nome Asacol
Substância ativa Mesalazina (ácido 5-aminossalicílico)
Utilização principal Doença inflamatória do intestino, especialmente retocolite ulcerosa
Via de administração Oral (comprimidos/comprimidos gastrorresistentes, consoante apresentação)
Classe Aminossalicilatos (5-ASA)
Objetivo terapêutico Indução e manutenção da remissão, controlo da inflamação intestinal

Nota: As apresentações e dosagens exatas (p. ex., número de miligramas por comprimido) podem variar. Confirme sempre o que está a receber na embalagem e siga o esquema proposto.


Como funciona o Asacol (mecanismo de ação)

A mesalazina atua principalmente no intestino, reduzindo a inflamação na mucosa. Em termos simples:

  • Reduz mediadores inflamatórios associados à doença intestinal.
  • Ação local na parede intestinal, promovendo controlo da atividade inflamatória.
  • Contribui para manter a remissão em doentes que respondem ao tratamento.

A mesalazina é um fármaco da família dos 5-ASA, frequentemente considerado uma primeira linha em muitos casos de retocolite ulcerosa ligeira a moderada, dependendo da gravidade e da localização da inflamação.


Farmacocinética (como o corpo lida com o medicamento)

Embora detalhes possam variar com a formulação, o conceito geral é:

  • Libertação no intestino: muitas apresentações de mesalazina para uso oral são concebidas para libertar o fármaco no intestino, onde é necessário.
  • Absorção limitada: parte do fármaco é absorvida; uma fração significativa atua localmente.
  • Metabolismo: a mesalazina pode ser convertida no intestino/ fígado em metabolitos (p. ex., N-acetil-5-ASA), que tendem a ter menos atividade anti-inflamatória.
  • Eliminação: a excreção ocorre sobretudo pelos rins (urina), e também parcialmente pela via fecal.

Por este motivo, o seguimento de função renal é um ponto importante durante o tratamento, especialmente em doentes com alterações prévias.


Indicações: para que é usado

Em Portugal, a mesalazina (incluindo Asacol) é utilizada principalmente em:

  • Retocolite ulcerosa (tratamento da inflamação do cólon e reto).
  • Manutenção da remissão em doentes com retocolite ulcerosa que responderam ao controlo da fase ativa.

Dependendo do caso clínico, o médico pode orientar o uso para indução de remissão (quando a doença está ativa) e/ou manutenção (para reduzir o risco de recaída).


Quando tomar: horários e regularidade

A eficácia dos aminosalicilatos depende muito da regularidade e da libertação local no intestino. Como orientação geral:

  • Procure tomar o medicamento todos os dias à mesma hora.
  • Algumas apresentações permitem esquemas 1 a 3 tomas/dia, conforme a dose prescrita.
  • Não altere a frequência ou a dose por iniciativa própria.

Importante: se tiver indicação de tomar em jejum ou com alimentos, siga a recomendação da sua embalagem ou do seu profissional de saúde. Em termos práticos, muitos doentes toleram bem com uma refeição, mas a formulação pode influenciar a libertação no intestino.


Interações com alimentos

Em geral, a mesalazina de libertação entérica pode ser menos afetada por pequenas variações de alimentação, mas há pontos práticos importantes:

  • Algumas pessoas preferem tomar após uma refeição para melhorar a tolerância gástrica.
  • Não tome com alimentos que alterem significativamente a rotina intestinal (p. ex., grandes variações de dieta) sem discutir com o profissional de saúde, especialmente durante períodos de exacerbação.
  • Evite partir, esmagar ou mastigar comprimidos de libertação controlada, porque pode comprometer a libertação intestinal.

Se notar alterações no controlo dos sintomas após mudanças de alimentação ou horários, fale com o seu médico para ajustar o esquema.


Álcool e interações com medicamentos

Álcool

O consumo de álcool não é ideal em doenças inflamatórias do intestino, porque pode:

  • irritar o trato gastrointestinal em algumas pessoas;
  • piorar sintomas como diarreia, desconforto abdominal ou náuseas;
  • interferir com a adesão ao tratamento.

Não existe uma “proibição universal” para todos, mas durante crises inflamatórias o mais seguro é reduzir ao mínimo ou evitar. Em caso de dúvidas, confirme com o profissional de saúde.

Interações com outros medicamentos

A mesalazina pode interagir com alguns fármacos, sobretudo através de efeitos renais ou alterações de absorção. Exemplos de classes que merecem atenção:

  • Medicamentos potencialmente nefrotóxicos (podem aumentar o risco de impacto renal).
  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) (em alguns contextos podem aumentar risco renal).
  • Azatioprina/6-mercaptopurina (associação pode requerer maior vigilância).
  • Medicamentos com absorção gástrica/intestinal relevante (dependendo da formulação e do esquema).

Dica: mantenha uma lista atualizada de todos os medicamentos e suplementos (incluindo produtos “naturais”) e apresente-a nas consultas. Isso permite avaliar interações com maior segurança.


Posologia: doses típicas e como ajustar

A dose de Asacol/mesalazina depende de fatores como:

  • gravidade da doença (fase ativa vs manutenção);
  • extensão e localização da inflamação;
  • objetivo terapêutico (indução de remissão ou manutenção);
  • resposta individual;
  • idade, comorbilidades e função renal.

Por razões de segurança, a posologia exata deve ser seguida conforme a sua orientação clínica e a apresentação específica que possui.

Em termos práticos, é comum que esquemas envolvam:

  • Doses divididas ao longo do dia para manter níveis eficazes no intestino.
  • Em alguns casos de indução, pode ser necessária uma dose total maior no início e depois ajustada para manutenção.

Se tiver dúvidas sobre “quantos comprimidos” ou “quantas vezes ao dia”, verifique sempre a embalagem e confirme o esquema com o seu profissional de saúde ou com a farmácia.


Perfil de segurança e reações adversas

No geral, a mesalazina é bem tolerada por muitos doentes. Ainda assim, é importante conhecer possíveis efeitos adversos e sinais de alerta.

Efeitos secundários frequentes/possíveis

  • Mal-estar gastrointestinal: náuseas, desconforto abdominal, diarreia ou aumento transitório dos sintomas.
  • Dores de cabeça.
  • Tonturas em alguns casos.

Efeitos menos frequentes, mas relevantes

  • Reações de hipersensibilidade (incluindo rash/urticária, febre).
  • Alterações da função renal: aumento de creatinina ou outros sinais de impacto renal.
  • Alterações hematológicas em situações raras (dependendo da vigilância laboratorial).
  • Problemas hepáticos: raros, mas podem ser observados em alguns doentes.

Sinais de alarme: procure ajuda rapidamente

Interrompa a toma e contacte um profissional de saúde (urgência, se necessário) se ocorrer:

  • febre alta, exantema extenso ou inchaço;
  • falta de ar, pieira ou reação alérgica intensa;
  • redução acentuada do débito urinário, dor lombar importante ou sintomas compatíveis com alteração renal;
  • sintomas persistentes e incomuns que surjam após iniciar o tratamento.

Monitorização recomendada

Em muitos esquemas, é comum existir vigilância periódica de:

  • Função renal (creatinina/ureia);
  • Hemograma (glóbulos brancos e outros parâmetros);
  • Parâmetros inflamatórios e avaliação clínica dos sintomas;
  • Outros testes, se necessário, conforme risco individual.

Dicas práticas para uma utilização correta

  • Consistência é chave: mantenha o esquema diário para reduzir risco de recaída.
  • Não altere a forma farmacêutica: comprimidos de libertação controlada não devem ser partidos/mastigados.
  • Gerir esquecimentos: se falhar uma dose, tome-a quando se lembrar. Se estiver perto da dose seguinte, salte a dose esquecida e retome o horário habitual. Não duplique.
  • Observe o seu padrão: registe (mesmo em telemóvel) frequência das dejecções, presença de sangue, dor abdominal e eventos associados. Ajuda a avaliar resposta.
  • Hidratação: em caso de diarreia, assegure uma hidratação adequada e fale com o profissional de saúde se os sintomas forem intensos.
  • Evite automedicação: não associe AINEs ou outros produtos sem avaliação, especialmente se existir doença renal.

Durante uma crise, a resposta ao tratamento pode não ser imediata. Contudo, uma boa adesão ao longo do tempo é determinante para o controlo da doença.


Opções alternativas (quando o tratamento pode ser ajustado)

Dependendo do tipo e gravidade da doença, outras alternativas podem ser consideradas:

  • Outros 5-ASA (ou formulações/posologias diferentes de mesalazina) para indução ou manutenção.
  • Tratamentos tópicos (p. ex., supositórios/espumas com ação local para situações com predomínio retal), quando indicado.
  • Corticosteroides (em exacerbações, por períodos limitados e com estratégia definida).
  • Imunomoduladores ou terapêuticas biológicas em casos mais moderados a graves ou refratários, quando avaliado pelo especialista.

Em doentes específicos, o ajuste pode incluir mudança de formulação de mesalazina, otimização da dose ou combinação com outras estratégias. O objetivo é sempre controlar a inflamação com o melhor equilíbrio entre eficácia e segurança.


Contexto de mercado e enquadramento legal em Portugal

Em Portugal, medicamentos contendo mesalazina para doença inflamatória do intestino são disponibilizados ao abrigo do sistema nacional de saúde e/ou através da rede de farmácias, com condições e regras definidas pela legislação aplicável. A dispensa é realizada conforme as exigências regulatórias (por exemplo, existência de autorização de comercialização e regime de comparticipação, quando aplicável).

Além disso, as farmácias e plataformas de venda online licenciadas seguem regras de:

  • verificação de requisitos de compra;
  • armazenamento e transporte adequados;
  • informação ao doente clara sobre posologia, segurança e disponibilidade.

Importante: as condições específicas (como comparticipação e disponibilidade por marca/apresentação) podem variar com o tempo e com a situação clínica do doente.


Orientações recentes e boas práticas clínicas

Nas últimas orientações clínicas e na prática habitual, a gestão da retocolite ulcerosa tende a focar-se em:

  • Estratégia orientada por objetivos (controlo de sintomas e inflamação, prevenção de recaídas e complicações).
  • Adesão ao tratamento e revisão regular do esquema.
  • Monitorização de segurança (especialmente renal e parâmetros laboratoriais, conforme risco).
  • Ajuste individualizado quando há resposta insuficiente ou intolerância.

Em muitos doentes com doença ligeira a moderada, a mesalazina continua a ser um pilar terapêutico. Se a doença não controlar adequadamente, o especialista pode considerar intensificação ou alternativas, sempre com avaliação do risco/benefício.


Disponibilidade, entrega e como encomendar

Este medicamento pode estar disponível em diferentes apresentações (dependendo do fabricante e da dosagem). A disponibilidade online pode variar conforme o stock.

Entrega

  • As entregas dependem do operador logístico e da morada em Portugal.
  • Normalmente, o envio é realizado em embalagem adequada para proteção do produto.
  • O prazo pode variar: verifique sempre as estimativas no checkout.

Conservação

Siga as indicações da embalagem. Regra geral:

  • manter fora do alcance e da vista das crianças;
  • proteger da humidade e do calor excessivo;
  • confirmar temperatura de armazenamento indicada pelo fabricante.

Se tiver dúvidas sobre conservação após receber a encomenda, confirme com a farmácia.


FAQ – Perguntas frequentes

1) Quanto tempo demora a fazer efeito?

Alguns doentes notam melhoria ao longo dos dias, mas a resposta pode variar. Em manutenção, a mesalazina contribui para reduzir recaídas ao longo do tempo. Se não houver melhoria ou se os sintomas agravarem, é importante reavaliar o plano terapêutico.

2) Posso parar o Asacol quando me sinto melhor?

Em geral, a manutenção é feita para prevenir recaídas. Parar ou reduzir sem orientação pode aumentar o risco de retorno da inflamação. Fale com o seu médico antes de alterar o tratamento.

3) O Asacol é seguro para pessoas com problemas renais?

Doentes com doença renal exigem maior cautela. É por isso comum a monitorização da função renal. Informe sempre a equipa de saúde sobre antecedentes renais e faça os controlos recomendados.

4) Se vomitar logo após tomar, devo repetir a dose?

Depende do tempo decorrido e da situação. Regra geral, quando existe vómito imediatamente após a toma, é prudente confirmar com um profissional de saúde ou com a farmácia para decidir. Não duplique doses sem orientação.

5) Posso tomar com alimentos?

O essencial é seguir a recomendação da apresentação e do seu esquema. Muitas pessoas toleram bem com refeição, mas a formulação e o seu caso clínico podem influenciar. Se a sua embalagem indicar instruções específicas, siga-as.

6) Há risco de alergia?

Como qualquer medicamento, existe risco de hipersensibilidade. Se surgir rash, urticária, febre ou sinais de reação alérgica, procure aconselhamento médico.

7) Posso beber álcool enquanto uso mesalazina?

Não é aconselhado em fases de crise e, em geral, deve ser evitado ou reduzido ao mínimo. O álcool pode piorar sintomas gastrointestinais em algumas pessoas. Em caso de consumo, faça-o com prudência e monitorize o seu estado.

8) Que exames costumam ser necessários?

Frequentemente incluem avaliação da função renal, e em muitos casos hemograma e outros parâmetros, sobretudo no início do tratamento e depois periodicamente, conforme risco individual.

9) Quais são as alternativas se eu não tolerar Asacol?

Poderão ser consideradas outras formulações/5-ASA, terapias tópicas, ou abordagens diferentes dependendo da gravidade e da resposta. A decisão deve ser individualizada.

10) O medicamento é adequado para todos os tipos de colite?

As indicações principais são para retocolite ulcerosa e manutenção/controlo conforme o caso. Outros tipos de doenças inflamatórias intestinais exigem avaliação. O diagnóstico orienta a escolha do tratamento.


Resumo final

Asacol (mesalazina) é um medicamento de ação anti-inflamatória local no intestino, utilizado sobretudo na retocolite ulcerosa. A sua eficácia depende de um uso consistente, com acompanhamento de segurança, especialmente em relação à função renal. Se tiver dúvidas sobre a forma de tomar, interações com outros medicamentos, sintomas de alarme ou disponibilidade em stock, a farmácia pode ajudá-lo a esclarecer.

Informação adicional

Dosagem: No selection

400mg

Embalagem: No selection

30 pill, 60 pill, 90 pill, 120 pill, 180 pill